Sobre o debate

Ela foi ignorada por décadas. Em Nova York, viu artistas homens colherem aplausos por caminhos que ela havia aberto primeiro e voltou para o Japão esgotada. Internou-se voluntariamente em um hospital psiquiátrico e transformou o lugar em ateliê, pintando todos os dias pelo resto da vida.

As bolinhas vieram de uma alucinação da infância. Do que poderia ter sido apenas sofrimento, Yayoi Kusama fez uma linguagem visual reconhecida no mundo inteiro — salas de espelhos infinitas, abóboras gigantes, esferas de aço. Só aos 80 e 90 anos o mundo entendeu. Ela morreu aos 97, com o pincel ainda na mão.

Até que ponto a arte pode transformar a dor em algo bonito? E quantos talentos o mundo deixa passar por não estar pronto para enxergá-los? Venha debater esse tema em inglês no Talk of the Town.

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