Sobre o debate

Em setembro de 2025, um vídeo tomou conta das redes sociais brasileiras: Bruno Drummond, diagnosticado com quadriplegia após um acidente em 2018, aparecia descendo escadas e dançando depois de receber uma injeção de polilaminina — um composto experimental criado a partir de uma proteína que naturalmente ajuda a guiar o crescimento dos neurônios, com a ideia de “religar” as fibras nervosas danificadas pela lesão. A cientista por trás da pesquisa, Tatiana Sampaio, da UFRJ, virou celebridade nacional da noite para o dia.

Mas enquanto o público se encantava, pesquisadores levantavam perguntas difíceis: o estudo era pequeno demais, não tinha grupo de controle, e algumas melhoras poderiam ter ocorrido naturalmente. O entusiasmo já levou mais de 30 pessoas a receberem o tratamento fora de ensaios clínicos — antes mesmo de conhecermos os riscos. Se você ou alguém da sua família estivesse paralisado, aceitaria um tratamento experimental com riscos desconhecidos diante de uma chance, mesmo que incerta, de recuperação? Venha debater esse tema em inglês, no Talk of The Town!

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