ISABEL ALLENDE

Isabel AllendePartindo de uma breve biografia e descrição do conjunto da obra da famosa autora sul americana, o debate envolve os participantes em questões como feminismo e feminilidade, justiça social, engajamento, magia, lealdade e paixão.

O encontro inclui a exibição de uma palestra em video onde Isabel Allende conta, em tom bem humorado, o que considera terem sido os 4 minutos mais felizes de sua vida – sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 em Turim, Itália, carregando a bandeira que representava o continente sul-americano.

Além de Allende, quatro outras mulheres foram escolhidas no mundo: Sofia Loren representando a Europa, Susan Sarandon pela América do Norte, a africana Wangari Maathai e a cambodjana Somaly Mam, que carregou a bandeira asiática. Isabel conta as histórias dessas duas últimas mulheres que, apesar de pouco conhecidas do público, tanto fizeram por seus países:

Wangari Maathai, ativista política e ambientalista que ajudou a plantar 30 milhões de árvores no Kenya e a mudar, em cinco anos, o ecossitema de seu país. Por este feito, ela foi a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 2004;

e Somaly Mam, escritora e advogada dos direitos humanos que concentra seus esforços nas vitmas de abuso contra mulheres e crianças e tráfico sexual.

Segundo Allende, o que une todas essas mulheres é a paixão, que também está presente no slogan dos Jogos Olímpicos – Passion Lives Here. Num depoimento que mescla humor e espírito de luta, Allende nos convida a pensar sobre as novas faces do feminismo e a debater sobre o futuro da humanidade.

Todas essas questões são discutidas em inglês.

EMBRACE LIFE

Embrace LifeComo material de estímulo para este debate, são exibidas campanhas publicitárias recentes produzidas e veiculadas em países como Australia, Inglaterra e Estados Unidos, tratando da questão da responsabilidade no trânsito.

Desta forma, traçamos um paralelo entre a severidade da lei, o poder da mídia e as estatísticas de acidentes em países mais desenvolvidos e no Brasil: a lei seca está funcionado? O que faz as pessoas mudarem seus hábitos? É correto exigir dos motoristas tolerância zero? Quais devem ser as penalidades para quem é pego dirigindo alcoolizado? E para quem provoca um acidente? O teste do bafômetro deveria ser obrigatório? O que os jovens estão fazendo para driblar a lei?

O debate analisa ainfluência da publicidade no comportamento social e faz uma associação com no case da indústria do tabaco, que viu gradualmente seu poder de fogo na mídia ser reduzido. Hoje, não apenas o consumo de cigarros diminuiu, mas a percepção de glamour antes associada ao ato de fumar está em extinção. Será que um conjunto de medidas semelhantes deveria ser proposto no caso das bebidas alcoólicas? Quais os intresses envolvidos?

Finalmente, discutimos o papel dos pais na educação do filhos, o exemplo, a responsabilidade ao introduzir os jovens à bebida, os limites, a liberdade.

Todas essas questões são debatidas em inglês.

THE COLONEL’S LADY BY WILLIAM SOMERSET MAUGHAM

Este debate literário se realiza em dois encontros consecutivos e tem como base a short story THE COLONEL’S LADY, de W. Somerset Maugham. O autor conta, com muito bom humor e ironia, a história de George Peregrine e sua mulher Evie, um típico casal britânico de meia-idade que vive numa bela propriedade no interior da Inglarerra, início do século XX.

Casados por muito anos, George e Evie têm uma relação cordial, mas sem amor,baseada apenas nas aparências. George, um homem vaidoso, menospreza sua mulher e a considera pouco atraente, (apesar de admitir que ela é uma excelente dona de casa), mantendo um caso extra-conjugal com Daphne, que encontra toda vez que vai a Londres.

Um belo dia, Mr. Peregrine é surpreendido por uma novidade: Evie escreveu e publicou um livro de poemas sem o seu conhecimento. Pouco adepto à poesia, George finge que lê o livro, mas não dá muito importância. Aos poucos, percebe que todos estão comentando pelas suas costas e vê sua esposa se transformar numa celebridade do mundo literário. Quando finalmente decide ler o livro, George se depara com tórridas revelações sobre o passado de sua mulher.

A história é narrada em terceira pessoa, mas em sua maioria, o ponto de vista é restrito a George, o que aumenta o efeito surpresa, tornando a leitura mais saborosa. Além do ponto de vista, a análise literária inclui enredo, tema, personagens e sua caracterização, atmosfera e ambientação.

Questões como as relações conjugais, a infidelidade, a vaidade, a hipocrisia, a necessidade de manter as aparências e a valorização da mulher são temas centrais destes encontros.

CRASH – NO LIMITE

Crash - No LimiteGanhador de três Oscars em 2006 – melhor filme, melhor roteiro original e melhor edição – este filme de Paul Haggis, estrelando Brendan Fraser, Matt Dillon e Sandra Bullock, nos convida a pensar sobre os conflitos gerados pela convivência de povos, raças, culturas e religiões completamente diferentes num mesmo espaço – a Los Angeles pós 11 de setembro. O debate, realizado em dois encontros consecutivos, prevê a exibição do filme, análise dos personagens, do enredo, tema e contextualização histórica, traçando, também, um paralelo entre o preconceito na sociedade norte-americana e na brasileira.

Crash apresenta uma série de possíveis interpretações. A constatação pura e simples de que o preconceito está entranhado em todos os grupos que compõem a sociedade americana é apenas o ponto de partida para uma discussão mais abrangente, que inclui a relativização dos conceitos de “bom” e “mau”, tão estereotipada pelos filmes de Hollywood. Crash mostra como o medo e o não conhecimento do outro nos leva a agir defensivamente. Até que ponto esta atitude é justificável pela necessidade de auto-preservação, e até que ponto ela realimenta o próprio preconceito, a violência e o medo?

Por que tememos o que nos parece diferente de nós? Será que o que parece diferente realmente é? Ou será que, na essência, somos todos iguais?

Crash também discute questões como o limite tênue e frágil entre a normalidade e o caos nos grandes centros urbanos, a dignidade humana, a capacidade de superação, a redenção. Será que a proximidade geográfica, a inevitabilidade da convivência no mundo globalizado do século XXI, a longo prazo, tende a tornar a humanidade mais tolerante? Ou será justamente o contrário?